Ir de férias a Cabo Verde não é apenas uma escolha de proximidade e de clima, uma opção de equilíbrio qualidade/comodidade/preço.
Este arquipélago com ilhas de praias deliciosas e outras de montanhas secas e alcantiladas entrecortadas de ribeiras profundas e verdejantes, num contraste paradoxalmente atractivo em todas essas vertentes, é para nós, portugueses, muito mais que orografia, geologia ou clima tropical amenizado por ventos brandos e constantes de Nordeste.
Com a sua superfície de 4.033 KM2 distribuída desigualmente por 10 ilhas e 16 ilhéus, uma parte orientada de Noroeste para Sudeste (Barlavento, arrostando os ventos alíseos) e outra de Sudoeste para Nordeste (Sotavento, alinhadas no sentido em que os mesmos sopram), qual bando de aves voando em “V”, com a Boavista à cabeça, à procura do sol nascente, o arquipélago de Cabo Verde, que aglomerou a Leste o seu potencial balnear e a Oeste a imponência das altitudes, que culminam a quase 3.000 metros no vulcão do Fogo, esconde e exibe ao mesmo tempo um fenómeno ímpar da criatividade humana: a crioulidade.
Achadas em 1460 por navegadores portugueses ao serviço do seu rei de então, D. Afonso V, num quadro de religiosidade imperiosa que conferia à igreja católica uma missão quase impossível, de aliar o humano ao divino, o material ao espiritual, o terreno ao universal e metafísico, as ilhas do Cabo Verde foram povoadas por escravos “resgatados” no patchwork de tribos da Guiné, e um punhado de homens europeus (comerciantes, nobres, artesãos e clérigos) que fundaram, a partir de Ribeira Grande, primeira cidade de todo o ocidente africano, o país e a nação cabo-verdianos.
O país haveria de se estender nos sécs. XV e XVI por toda a ilha de Santiago e pela do Fogo, e implantar-se-ia nos seguintes nas restantes ilhas, primeiro Santo Antão, S. Nicolau e Brava, e finalmente as outras (Boavista, Sal, Maio, S. Vicente e Santa Luzia), ao sabor das ondas de choque da economia, da política e até de calamidades naturais e sanitárias.
Numa altura em que as pessoas podiam ver-se reduzidas à condição de mercadoria, o tráfico de escravos alimentou a primeira onda da economia, em com traponto com o algodão. Primeiro as feitorias reais e depois as Companhias forneceram as redes de comercialização à escala tricontinental (EuropaÁfrica- Américas) com o epicentro na Ribeira Grande, que se deslocaria mais tarde para a Guiné.
A pecuária, a urzela e o sal, entre outros, constituíram mais tarde outros tantos pilares de subsistência e de internacionalização da economia caboverdiana.
Foi porém a gestação do mundo crioulo que conferiu a Cabo Verde um cunho ímpar, fundador e criativo. Tocado pelo impulso da convivência de pessoas de origens muito díspares, rapidamente surgiu uma tripla criação: a primeira foi um linguajar de recurso, o crioulo, como via de entendimento entre expressões diferenciadas, que passaram a servir-se do “reinol” (português) para encontrar um caudal de palavras e formas gramaticais simplificadas mas eficazes; a segunda foi precisamente a pessoa crioula, fruto da miscigenação, que grassou ao ritmo dos humores biopsico-sociológicos das partes em presença; e não tardou que toda a cultura deste povo novo adoptasse formas próprias, aglutinadoras de valores diversos e paulatinamente assimilados, desde religiosos a artísticos, de lúdicos a gastronómicos…
A cultura crioula de Cabo Verde é por isso um dado incontornável e fecundo, presente não só no arquipélago, mas enxertado em múltiplos países a que a diáspora cabo-verdiana chegou, favorecendo contactos multilaterais a uma escala mundial.
A música, a dança, o teatro, a literatura ou a gastronomia, entre outros valores culturais, estão, dada a sua originalidade criativa, no cerne da resposta à pergunta que questiona a razão do fascínio que gravita em torno da idiossincrasia do ser crioulo cabo-verdiano, vertida na palavra “morabeza”.
Nada como ir a Cabo Verde e voltar lá as vezes que forem necessárias para perceber a originalidade que subjaz a esses dois termos prenhes de um misterioso fascínio: crioulidade, e morabeza.
GUIA DE VIAGEM DE CABO VERDE: (-> versão de impressão)
Documentação necessária: Passaporte.
Visto: verifique com a sua agência se está tratado.
Saúde: Não é exigida qualquer vacina à entrada.
Recomendado medicamento preventivo para diarreias
Ligações aéreas internacionais (para Cabo Verde):
TACV de Amesterdão, Lisboa, Paris, Boston, Dakar, Fortaleza, Las Palmas
TAP de Lisboa, Porto, Faro
SATA de Lisboa, Porto
TAAG de Luanda, São Tomé
AIR SENEGAL de Dakar
Duração aproximada dos voos internacionais:
Lisboa/Sal - 3h45 a 4h
Lisboa/Praia - 4h
Lisboa/Boavista - 3h45 a 4h
Amesterdão/Praia - 6h15
Amesterdão/Sal - 6h
Paris/Sal - 6h
Paris/Praia - 6h15
Dakar/Praia - 1h
São Tomé/Sal - 5h
Boston/Praia - 7h
Luanda/Sal - 4h45
Fortaleza/Praia - 4h15
Las Palmas/Praia - 2h30
Alemanha/Boavista ou Sal - 6h
Itália/Boavista ou Sal - 6h
Inglaterra/Boavista ou Sal - 6h
Duração aproximada dos voos internos:
Praia/S. Vicente - 40min.
S. Vicente/Sal - 40min.
Sal/Praia - 40min.
Praia/Fogo (Mosteiros) - 20min.
Sal/Boavísta - 15min.
Boavista/Praia - 30min.
Praia/Maio - 15min.
Sal/S. Nicolau - 30min.
Diferença horária:Verão - Portugal Continental - GMT - 2
Inverno - Portugal Continental - GMT - 1
Língua: Português, Crioulo
Capital: Cidade da Praia
Moeda e câmbio: Escudo Cabo verdiano (CVE)
1 EURO = 110,265 CVE
1 USD = 81,68 CVE
Locais de câmbio: Aeroporto do Sal, Praia e Boavista, Bancos, Hotéis principais.
Cartões de crédito: Amex/Visa/Mastercard/ Eurocard (apenas p/ moedas USD e GBP). Aceites somente nos hotéis principais.
Bancos: Banco Comercial Atlântico (todos os Concelhos)
Banco Cabo-verdiano de Negócios (Principais cidades e aeroportos)
Banco Interatlântico (todas as ilhas).
Caixa Económica de Cabo Verde (todas as ilhas)
Cota Câmbios: Aberto 24 H no aeroporto do Sal
Compras: Artesanato em todas as ilhas, com especial incidência em S. Vicente.
Lagosta, em S. Vicente ou no Sal.
Frutos tropicais e artefactos, em Santiago.
Grogue (aguardente de cana) e licores em Sto. Antão.
Queijinhos de cabra, na Boavista, no Maio, no Fogo, em São Vicente e Santo Antão.
Gorjetas não são obrigatórias.
Horários de funcionamento:
Comércio - Segunda a Sexta: 8h - 12h30 / 15h - 19h
Sábados: 9h - 13h
Bancos - Segunda a Sexta : 08h às 15h
Corrente Eléctrica: 220 V
Código Internet: .cv
Código Telefónico: 00238
Clima: Tropical Seco, com duas estações.
Estação seca: Dezembro a Junho, temperada pelos ventos alíseos
Estação das chuvas (aguaceiros): Agosto a Outubro.
Conselhos Práticos: Consuma apenas água engarrafada. Todos os alimentos devem ser bem cozinhados, incluindo os vegetais, e a fruta deve comer-se descascada.
O leite deve ser fervido e os seus derivados evitados.
Leve roupas leves e frescas de algodão e linho e um agasalho se viajar no inverno.
Serviços de urgência:
Hospital - 130
Bombeiros - 131
Polícia - 132
Polícia Judiciária - 8001134
Desporto e Lazer: Bird watching, body board, circuitos pedestres, cruzeiros, golfe, hipismo, mergulho, mountain bikes, pesca submarina, à linha ou de alto, mar, surf, ténis, trekking, vela, windsurf, kite surf.
Telecomunicações: De qualquer ponto do país é possível estabelecer-se uma comunicação internacional, seja por telefone, fax, telex ou internet.
A rede móvel encontra-se já instalada e cobre quase 100% do território do país.
Números úteis:
102 (informações nacionais);
111 (chamadas internacionais com assistência do operador);
119 (chamadas para Portugal, a cobrar no destino).
Geografia: Situado no Oceano Atlântico, 600 km a Oeste do Senegal, entre os paralelos 14° 50’N e 17° 20’N e entre os meridianos 22° 40’W e 25° 30’W. O arquipélago é constituído por dez ilhas, das quais nove são habitadas, e alguns ilhéus.
As ilhas de Santo Antão, S. Vicente, Santa Luzia, S. Nicolau, Sal e Boavista, formam o grupo Barlavento e as ilhas do Maio, Santiago, Fogo e Brava, formam o grupo Sotavento.
Sup.: 4.033km2.
História: Descobertas em 1460 pelos Portugueses, só em 1462 se iniciaria o povoamento das ilhas, através de europeus livres e escravos da Guiné.
A posição estratégica do arquipélago transforma-o num importante porto para os navios mercantes. O país obteve a sua independência em 1975.
Num total de aproximadamente 499.796 habitantes (2008). 70% da população é mestiça, 28% negra e 2% branca.
Religião: Cristã, sendo a maioria católica. Algumas igrejas protestantes têm-se implantado progressivamente.
Também o Islão está presente.
Música: De grande renome internacional, entre os seus variados géneros destacam-se a morna, a coladeira, o funaná, a mazurca e o batuko.
A música africana e a brasileira são também muito apreciadas.
Artesanato: Reflexo das influências africanas, europeias e americanas, as suas formas mais expressivas são o batik, a tecelagem, a tapeçaria, e diversos trabalhos feitos a partir do barro, coco e osso.
O maior centro produtor de artesanato é a cidade do Mindelo, logo seguido das ilhas da Boavista, Sal, Santiago e Santo Antão.
Nos últimos anos, tem-se asistido à chegada de artesãos vindos do continente africano, ao ponto de muitos turistas tomarem as máscaras e outros artefactos vindos do continente por artesanato de Cabo Verde
Feriados Nacionais:
1 de Janeiro - Ano Novo
13 de Janeiro - Dia da Democracia e Liberdade
20 de Janeiro - Dia dos Heróis Nacionais
1 de Maio - Dia do Trabalhador
5 de Julho - Dia da Independência
15 de Agosto - Dia de Nossa Sra. da Graça
1 de Novembro - Dia de Todos os Santos
25 de Dezembro - Natal
A Terça‑feira de Carnaval e a Sexta‑feira Santa são também feriados.
Preços Médios:
Água (1,5l) (water) - 100 CVE
Café - 50 CVE
Cartão Telefónico - 1000 CVE
CD’s - 3000 CVE
Cerveja (beer) - 150 CVE
Corte de cab. Homem - 170 CVE
Corte de cab. Senhora - 400 CVE
Tabaco - 200 CVE
Receptivo:
Terra Sab
Edifício Oásis Plaza
Santa Maria
Ilha do Sal
Cabo Verde
Telf: 002382422500